
Seu Luiz, 70 anos de idade, de aparência jovem, é um dos descendentes de japoneses que você encontra no Bairro Liberdade, em São Paulo, aos domingos. De sobrenome Kenji Harada, nascido na capital, morou um pouco no interior do estado mas vive já há 5 anos com sua barraquinha montada na Praça.
Lá, ele vende quadros com pinturas de letras na lígua japonesa e já foi entrevistado várias vezes por ocasião das comemorações dos 100 anos de imigração. Ele já trabalhou em mais de 30 firmas. E explica que procurava sempre alguma coisa que achava melhor pra ele. FOrmou-se na faculdade de Artes Plásticas com 42 anos.
Quando nasceu, o pai (que veio com 10 anos de idade para o Brasil) escolheu o nome dele baseando-se em 2 letras. As duas, juntas, significam Filho Sadio.
Ideograma ou kanji
Fibra: espírito das letras
Brasileiro de coração
Sangue de Samurai
Brasil do futuro
"Você pelo menos ouviu um desabafo de um velho. Eu vou trabalhar até o último dia da minha vida. Eu quero que pelo menos o nosso pessoal comece a entender um pouquinho o patriotismo. O brasileiro esquece muito. E aqui bate muito no meu coração esse patriotismo. Cara de japonês, mas bastante brasileiro" (Luiz Kenji Harada).
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