24 de jun. de 2008

O sabor peculiar do Japão

Trata-se de uma cerimônia, um artesanato, e não somente um ato para matar a fome. A culinária japonesa valoriza nuances de sabor, cores, ingredientes específicos e exige conhecimento de técnicas para sua preparação. "É trabalhoso de fazer. Na verdade o valor que a comida tem é pelo trabalho que ela exige, diferentemente de uma pizza ou hambúrguer", compara o sushiman Ricardo de Carvalho Cambraia.




Há quase um mês, Ricardo abriu em Viçosa um sistema de entregas especializado na cozinha japonesa. Surpreendeu-se com a quantidade de clientes: são cerca de 15 a 25 ligações por dia. "Tem uma galera que gosta mesmo, liga toda semana", diz ele. E por que o interesse dos viçosenses (e brasileiros) é tão grande? Na opinião de Ricardo, a procura tem aumentado devido à curiosidade em relação à cultura oriental e também pela comida ser "saudável, bonita, vistosa, com um sabor bem diferente do que você está acostumado a comer".

Os nomes dos pratos também são diferentes, difíceis, mas Ricardo explicou alguns deles: o sushi mais famoso é o maki - bolinho de arroz cru recheado, enrolado em tiras de algas; o futomaki tem diâmetro bem maior - o arroz é enrolado com uma alga inteira e mistura vários ingredientes; o uramaki é o contrário do maki - o arroz fica virado para fora; o nigiri consiste em um pescado em cima do arroz; já o sashimi compreende o filé de peixe fatiado.

Esses pratos são preparados tradicionalmente com pescados, entre eles camarão, polvo, atum, salmão e kani. Mas no Brasil, os restaurantes adaptam muitos ingredientes e acrescentam cream cheese e frutas típicas, por exemplo. "Cada um usa o que tem no seu país", explica Ricardo. "Se você tem manga e morango, usa; cada um inventa sua comida...".


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Foto: divulgação/Ricardo de Carvalho Cambraia


O site Cultura Japonesa apresenta receitas caseiras de comida japonesa.

Um comentário:

Lídia Amorim disse...

Puxa Felipe! Que bom que você gostou da reportagem que saiu no Texto Vivo! Fico feliz mesmo! Queria ter agradecido por e-mail, mas não achei um contato seu. Faça mesmo a pós, vale a pena demais. É um curso maravilhoso. Que a poesia prevaleça! Abraços!
Lídia Amorim