Se você digitar "origens do origami" no Google, vai encontrar diferentes versões para a arte japonesa de dobrar o papel sem fazer cortes. Segundo alguns pesquisadores, esse hábito remonta ao período entre os séculos VI e X, quando monges budistas chineses introduziram o papel no Japão. O novo produto ainda era caro, restrito à nobreza, e por isso passaria a ser utilizado em rituais religiosos e na confecção de quimonos.
Identificar a origem dessa prática é difícil por ela ter sido transmitida de forma oral. Foi só no final do século XVIII que foram registrados os modos de criar algumas figuras a partir da dobradura, com a publicação do Senbazuru Orikata (Como Dobrar Mil Garças). Nessa época, os japoneses já produziam papel, o que permitiu a disseminação e o aprimoramento das técnicas do origami. Essa denominação, aliás, começou a ser usada somente a partir de 1880, a partir da junção das palavras "ori" (dobrar) e "kami" (papel). Quatro anos antes, ainda conhecida como orikata, essa arte passou a integrar o currículo escolar das instituições de ensino no Japão.
Os origamis variam de formato, de tamanho e de dificuldade. Muitos possuem significados: o sapo representa o amor e a fertilidade; a tartaruga, a longevidade; a borboleta, a união. E se uma pessoa presentear você com um tsuru, também conhecido como grou ou cegonha, está desejando boa sorte, felicidade e saúde. Existe a lenda de que se alguém dobrar mil tsurus e fizer o mesmo pedido a cada um deles, terá qualquer desejo realizado.
Quer ver se dá certo? Veja como se faz um tsuru e comece o trabalho:
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