19 de jun. de 2008

Mangás

Derrotado na segunda guerra mundial, o Japão seria alvo fácil das influências ocidentais e seus produtos culturais, certo?

A história mostra que não. E que o contrário aconteceu em algumas áreas, uma delas as histórias em quadrinhos, no caso dos japoneses, os Mangás.

A palavra mangá surgiu em 1814 e representava uma coleção de gravuras. Mas a partir da derrota na segunda guerra mundial, curiosamente, é que a indústria dos desenhos se expandiu. Talvez a responsabilidade possa ser do contato que alguns ocidentais tenham tido com a cultura japonesa apenas em função da guerra.

E o que estes ocidentais viram nos mangás japonesas foram figuras com aspectos estritamente humanos e olhos bem representativos. Nada dos super-heróis que nunca morrem ou que se livram da situação de perigo quando tudo parece perdido. No mangá o personagem nasce, cresce, envelhece e morre, criando um verdadeiro laço afetivo com o leitor.

No Japão são vendidos mais de um bilhão de revistas por ano. No Brasil esse número chega à casa dos duzentos mil.

A leitura do mangá, por característica da cultura oriental, é feita de trás para a frente, a começar pela última página da revista rumo à primeira. O sucesso dos mangás foi a inspiração para a criação dos desenhos japoneses que também fizeram sucesso no Brasil. A história de um deles, Os Cavaleiros do Zodíaco, você confere na postagem da próxima quinta feira.

Você pode ler mangás on-line, em português, no site Central de Mangás

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