28 de jun. de 2008
Cavaleiros do Zodíaco
Os cinco Cavaleiros do Zodíaco fizeram grande sucesso na extinta TV Manchete na década de 90. Um misto de mangá com anime, os Cavaleiros sempre enfrentavam batalhas com a missão de proteger a deusa Athena, reencarnada na terra.
A série foi composta de diversas batalhas e filmes mas a seqüência mais lembrada pelos fãs, e que contribui com o nome do seriado, é a batalha das “doze casas”, quando Athena é atingida por uma flecha e para que ela não morra, Seiya e seus companheiros devem alcançar a última das dozes casas zodiacais (cada uma delas defendia por um cavaleiro de ouro representando um signo).
Após o sucesso na TV Manchete a série chegou a ser exibida na Band, mas foi por pouco tempo, no ano de 2003.
Confira um “pacote” com todas as aberturas utilizadas pela TV Manchete entre 1994 e 1997:
24 de jun. de 2008
O sabor peculiar do Japão
Há quase um mês, Ricardo abriu em Viçosa um sistema de entregas especializado na cozinha japonesa. Surpreendeu-se com a quantidade de clientes: são cerca de 15 a 25 ligações por dia. "Tem uma galera que gosta mesmo, liga toda semana", diz ele. E por que o interesse dos viçosenses (e brasileiros) é tão grande? Na opinião de Ricardo, a procura tem aumentado devido à curiosidade em relação à cultura oriental e também pela comida ser "saudável, bonita, vistosa, com um sabor bem diferente do que você está acostumado a comer".
Os nomes dos pratos também são diferentes, difíceis, mas Ricardo explicou alguns deles: o sushi mais famoso é o maki - bolinho de arroz cru recheado, enrolado em tiras de algas; o futomaki tem diâmetro bem maior - o arroz é enrolado com uma alga inteira e mistura vários ingredientes; o uramaki é o contrário do maki - o arroz fica virado para fora; o nigiri consiste em um pescado em cima do arroz; já o sashimi compreende o filé de peixe fatiado.
Esses pratos são preparados tradicionalmente com pescados, entre eles camarão, polvo, atum, salmão e kani. Mas no Brasil, os restaurantes adaptam muitos ingredientes e acrescentam cream cheese e frutas típicas, por exemplo. "Cada um usa o que tem no seu país", explica Ricardo. "Se você tem manga e morango, usa; cada um inventa sua comida...".
...
Foto: divulgação/Ricardo de Carvalho Cambraia
O site Cultura Japonesa apresenta receitas caseiras de comida japonesa.
20 de jun. de 2008
Hinomaru
Não há data exata que defina quando ela passou a ser utilizada, porém há quem afirme que no séc XVIII, na época das ofensivas do povo mongól no Japão, o budista Nichiren ofereceu o disco solar ao Imperador do Japão, reconhecido como descendente de Amaterasu, deusa do sol. Oficialmente, foi em 1868, quando o Império Meiji deu início à era moderna do Japão [como é representada no filme O Último Samurai], que a Hinomaru passou a ser reconhecido para uso em expedições comerciais. Desde então o sol vermelho no fundo branco representa a nação japonesa.

Insígnia Naval
Criada em 1889, a "bandeira com 16 raios" [à direita na imagem] foi utilizada pela marinha japonesa até o fim da Segunda Guerra Mundial. Proibida de ser utilizada pelo Tratado de São Francisco [que impedia o país de possuir forças armadas], ela voltou a ser utilizada em 1952 pelo pavilhão naval do Japão representando as forças de auto-defesa.
A foto é de uma das cenas do filme Cartas de Iwo Jima
19 de jun. de 2008
Mangás
A história mostra que não. E que o contrário aconteceu em algumas áreas, uma delas as histórias em quadrinhos, no caso dos japoneses, os Mangás.
A palavra mangá surgiu em 1814 e representava uma coleção de gravuras. Mas a partir da derrota na segunda guerra mundial, curiosamente, é que a indústria dos desenhos se expandiu. Talvez a responsabilidade possa ser do contato que alguns ocidentais tenham tido com a cultura japonesa apenas em função da guerra.
E o que estes ocidentais viram nos mangás japonesas foram figuras com aspectos estritamente humanos e olhos bem representativos. Nada dos super-heróis que nunca morrem ou que se livram da situação de perigo quando tudo parece perdido. No mangá o personagem nasce, cresce, envelhece e morre, criando um verdadeiro laço afetivo com o leitor.
No Japão são vendidos mais de um bilhão de revistas por ano. No Brasil esse número chega à casa dos duzentos mil.
A leitura do mangá, por característica da cultura oriental, é feita de trás para a frente, a começar pela última página da revista rumo à primeira. O sucesso dos mangás foi a inspiração para a criação dos desenhos japoneses que também fizeram sucesso no Brasil. A história de um deles, Os Cavaleiros do Zodíaco, você confere na postagem da próxima quinta feira.
Você pode ler mangás on-line, em português, no site Central de Mangás
17 de jun. de 2008
Escritas made in Japan
16 de jun. de 2008
O poder da (Des) Ilusão
O Eldorado japonês. Assim pode ser definida a visão que os primeiros imigrantes nipônicos tinham do Brasil.
Somente nos dez primeiros anos de imigração, chegaram ao país 10 mil orientais. Um número exorbitante!!E estes números ficam ainda mais expressivos quando analisamos o período de
Apesar desta chegada em massa dos orientais, o início não foi fácil, pois vários fatores acentuavam as adversidades naturais a serem superadas longe da terra natal: a língua diferente, os costumes, a religião, o clima, a alimentação e o preconceito. A pergunta que fica é: por que vir para o Brasil então? Simples. Além do incentivo governamental, muitos tinham a pretensão do rápido enriquecimento e, em no máximo três anos, retornar para a Terra do Sol Nascente. Doce ilusão!! Os japoneses não contavam com o sistema de trabalho perverso e exploratório dos fazendeiros brasileiros. Moral da história, o sonho nunca se concretizou.
Porém, mesmo com estas dificuldades, continuaram a desenvolver o seu trabalho e a sua cultura de modo persistente, até que veio a Segunda Guerra Mundial. Após o Brasil declarar guerra ao Eixo (Alemanha-Itália-Japão), ficaram proibidas as manifestações culturais, assim como o uso das respectivas línguas destes países.
Os japoneses montaram focos de resistência contra o governo brasileiro e chegaram a fazer panfletagem entre os seus conterrâneos para que os mesmos destruíssem plantações de seda e hortelã. O motivo, os derivados destas plantas eram usados no fabrico de pára-quedas e nitroglicerina, respectivamente.
Além deste tipo de manifestação, também ocorreram dissidências internas. O rebuliço entre os japoneses era a aceitação da derrota na guerra, ou não. Como eram muito fiéis ao imperador Hiroito, a grande maioria dos nipônicos acreditava que a notícia da derrota japonesa era invenção dos EUA, para enfraquecer o seu país natal. Por conta disto, o coronel aposentado Junji Kikawa fundou a Shindo Renmei ( Liga do Caminho dos Súditos). Com isto, a população imigrante foi dividida em derrotistas (a grande minoria) e os vitoristas. O que aconteceu é que, os “Corações Sujos”, como eram conhecidos os derrotistas, foram perseguidos e, entre 1946 e 1947, foram mortas 23 pessoas.
Com a movimentação intensa desta organização, o governo de Dutra começou a perseguir os membros da mesma e, a partir de 1947, o Shindo Renmei perdeu força. 30 mil pessoas foram interrogadas, 300 foram presas e 155 foram condenados à expulsão. Fato este que nunca se concretizou. Este episódio ficou tão marcante no nosso país que, em 2000, o escritor Fernando Morais lançou o livro “Corações Sujos”, vencendo o Prêmio Jabuti com o mesmo
Bem amigos-curiosos, na próxima postagem vamos saber, passo a passo, como foi o desenvolvimento das quatro gerações japonesas que existem no país. Vamos ver o que os primeiros imigrantes e os seus bisnetos fizeram nestes 100 anos de história.
15 de jun. de 2008
Personagem: Luiz Kanji Hakada

Seu Luiz, 70 anos de idade, de aparência jovem, é um dos descendentes de japoneses que você encontra no Bairro Liberdade, em São Paulo, aos domingos. De sobrenome Kenji Harada, nascido na capital, morou um pouco no interior do estado mas vive já há 5 anos com sua barraquinha montada na Praça.
Lá, ele vende quadros com pinturas de letras na lígua japonesa e já foi entrevistado várias vezes por ocasião das comemorações dos 100 anos de imigração. Ele já trabalhou em mais de 30 firmas. E explica que procurava sempre alguma coisa que achava melhor pra ele. FOrmou-se na faculdade de Artes Plásticas com 42 anos.
Quando nasceu, o pai (que veio com 10 anos de idade para o Brasil) escolheu o nome dele baseando-se em 2 letras. As duas, juntas, significam Filho Sadio.
Ideograma ou kanji
Fibra: espírito das letras
Brasileiro de coração
Sangue de Samurai
Brasil do futuro
"Você pelo menos ouviu um desabafo de um velho. Eu vou trabalhar até o último dia da minha vida. Eu quero que pelo menos o nosso pessoal comece a entender um pouquinho o patriotismo. O brasileiro esquece muito. E aqui bate muito no meu coração esse patriotismo. Cara de japonês, mas bastante brasileiro" (Luiz Kenji Harada).
Na Mídia
A Revista Veja de 4 de junho deste ano trouxe uma curiosidade sobre o mundo japonês no Brasil. A reportagem De A a Z 100 legados japoneses mostra elementos que incorporamos aos nossos costumes, mesmo sem perceber a origem, algumas características e personalidades de olhos puxados.Passar os olhos pela lista é um exercício de surpresas e diversão. Dentre os escolhidos para figurar as 10 páginas dedicadas à matéria com muitas fotos e ilustrações, estão os de praxe: acupuntura (de origem chinesa, mas trazida ao Brasil por japoneses), animê (desenhos animados exibidos desde 1960 aqui), bonsai, chá verde, ikebana (arte do arranjo floral), karaokê, origami, sushi, sumô...
Outros, soam um pouco estranhos aos nossos ouvidos: tabi (meia de dedinhos), sumiê (pintura com tinta monocromática, técnica que chegou aqui pelas mãos do artista Massao Okinaka), ofurô (banhos em tinas com água a pelo menos 40° de temperatura) e kotsu anzen omamori (saquinho de pano bordado usado como proteção contra acidentes de carro).
Há também frutas, verduras e hortaliças na lista. Poncã e rabanete: esses eu não sabia mesmo que vinham do outro lado do mundo. Nem mesmo a técnica de usar estufas para plantações.
Achei engraçado ter dentre as contribuições importantes algumas expressões como: alunos aplicados (em referencia à grande parcela dos alunos descendentes que conseguem vagas nas melhores universidades brasileiras), mestiços, zen, e 1,3 milhão de descendentes (por aqui há a maior comunidade fora do Japão).
Mas o que me assustou foi um nome que nos é conhecido e figura com destaque na letra S: Sabrina Sato, que tem descendência japonesa, libanesa e suíça. Para as repórteres Naiara Magalhães, Renata Moraes e Thaís Oyama, ela é a nova apresentadora de unanimidade nacional.
Leia aqui a matéria completa
13 de jun. de 2008
Lá e cá
Mesmo pequena, Olívia se lembra de quando ficava na creche enquanto os pais trabalhavam. "No Japão sabem muito bem quem é realmente japonês e quem tem alguma descendência. As mulheres que cuidavam de filhos de dekasseguis eram bem frias. O contato com as crianças era o mais superficial possível". Isso faz parte do choque quando se entra em contato com constumes diferentes. Apesar disso, Emikathan [como a chamavam no Japão] reconhece de forma positiva a cultura nipônica. "Cresci dentro dela. Faz parte de mimm, do que sou hoje. Tenho muito orgulho da história dos meus antepassados. E dos meus pais também, tem que ter muita coragem para ir parar do outro lado do mundo dispostos a voltar um dia para o brasil e ter uma vida melhor".
Êmika, na verdade não é o sobrenome da família da bisavó de Olívia. Inclusive nem mesmo é o sobrenome dela. "É meu segundo nome, como se fosse composto. Tinha um desenho, anime [desenhos característicos japoneses], que minha mãe via de vez em quando e tinha uma menininha que chamava Êmika. Ela achou bonito e colocou".
Mas, afinal, porque não preservar o Yamada? "Minha mãe não quis colocá-lo porque meu nome iria ficar imenso. E ela não abria mão do Êmika".
12 de jun. de 2008
Jaspion
O primeiro sucesso japonês da Manchete foi a série Jaspion. Típico de histórias japonesas para TV, os robôs e os efeitos especiais (lembrando que são efeitos da década de 80), faziam sucesso com a garotada, principalmente pelo horário, 18:30h, logo o horário que todo mundo tava chegando da escola.
O site Nipoheroes, dedicado aos sucessos japoneses no Brasil mostra todos os personagens e os detalhes de Jaspion.
E para relembrar fique com a abertura do seriado:
11 de jun. de 2008
Na mídia

Nas páginas da sessão Ilustrada da Folha de São Paulo da última sexta-feira (09), Japão e Brasil se encontram em mais uma homenagem relacionada à Imigração. Com o título São Paulo Fashion Week traz o Japão fashion ao Brasil, o jornal destaca que o maior evento de moda da Améria Latina tem como tema a terra do sol nascente.
A novidade desse ano é a vinda do estilista Kenzo Takada (foto ao lado por Bunka Gakuen)*, que ministra duas palestras (uma no evento e outra gratuita no Senac São Paulo) e assiste a alguns desfiles. Ele é considerado um dos maiores nomes da moda mundial e tem como "companhia" de olhos puxados o presidente da Tokyo Fashion Week, Nobuyuki Ota.É claro que a Folha não deixou de puxar a sardinha para o "nosso lado", e Gisele Bündchen continua sendo citada como a grande estrela.
O SPFW traz ainda as exposições Olhar da Tradição (peças de quimonos) e Olhar Contemporâneo (peças de estilistas japoneses), além das fotos de Cristiano Mascaro (tiradas no Japão) e André Passos (que retrata japoneses com roupas canarinhas).
*do site Japan·Inc
Acesse a programação do SPFW
___________________________________
o Na Mídia volta no sábado falando mais sobre o que é retratado e como jornais, revistas e tvs têm levado o Japão até você.
10 de jun. de 2008
Numa folha qualquer...
Identificar a origem dessa prática é difícil por ela ter sido transmitida de forma oral. Foi só no final do século XVIII que foram registrados os modos de criar algumas figuras a partir da dobradura, com a publicação do Senbazuru Orikata (Como Dobrar Mil Garças). Nessa época, os japoneses já produziam papel, o que permitiu a disseminação e o aprimoramento das técnicas do origami. Essa denominação, aliás, começou a ser usada somente a partir de 1880, a partir da junção das palavras "ori" (dobrar) e "kami" (papel). Quatro anos antes, ainda conhecida como orikata, essa arte passou a integrar o currículo escolar das instituições de ensino no Japão.
Os origamis variam de formato, de tamanho e de dificuldade. Muitos possuem significados: o sapo representa o amor e a fertilidade; a tartaruga, a longevidade; a borboleta, a união. E se uma pessoa presentear você com um tsuru, também conhecido como grou ou cegonha, está desejando boa sorte, felicidade e saúde. Existe a lenda de que se alguém dobrar mil tsurus e fizer o mesmo pedido a cada um deles, terá qualquer desejo realizado.
Quer ver se dá certo? Veja como se faz um tsuru e comece o trabalho:
9 de jun. de 2008
As primeiras ondas
Hoje em dia, os laços de união entre os brasileiros e os nipônicos são celebrados e cultivados, e a amizade entre os dois povos é algo assumido deliberadamente. Mas por que os japoneses vieram parar no Brasil??
Fatores econômicos. Incrível, não? Mas a grande verdade é que no início do século passado, o Brasil precisava de mão-de-obra para as lavouras de café, já que a base da nossa economia ainda sentia os efeitos da abolição da escravatura. Já o Japão, estava com um crescimento demográfico bastante elevado, e o governo não conseguia suprir as necessidades de emprego de todos. Por conta disto, os dois governos selaram um acordo e, com isto, dois coelhos foram mortos com uma cajadada só e as duas economias conseguiram sair dos sufocos pelos quais atravessavam.
O que a princípio pareceu um desafogo populacional da grande ilha oriental, e um abuso da mão-de-obra destes estrangeiros de olhos puxados, acabou criando um ambiente de amizade e extremamente proveitoso no intercâmbio cultural entre ambos. Setores dos mais diversos podem ser exemplificados: a popularização da comida japonesa no Brasil, a importância dos dois países em suas respectivas balanças comercias atualmente, e por que não o desenvolvimento do futebol na terra de Hiroshima e Nagazaki?
Brasil e Japão acabaram se tornando países parceiros e a receptividade dos brasileiros aos nipônicos foi algo que aconteceu com o desenrolar da chegada de vários japoneses aqui. Ainda exemplificando o peso dos orientais em nossa sociedade, vale citar o bairro da Liberdade em São Paulo, reduto famoso e tradicional de japoneses na terra da garoa!!!
O Nas Ondas do Maru vai abordar todos os aspectos que envolvem os 100 anos de imigração japonesa no Brasil, afinal você não quer saber como foi o período de adaptação inicial deles? E como eles foram tratados na Segunda Guerra Mundial? Linhas da postagem da próxima segunda ... Até lá!!
Nas Ondas do Maru: o início
Personagens, comemorações, viagens e tradições são alguns dos temas que nós, do Cultura do Balaio vamos retratar aqui.
Vocês podem opinar, criticar e sugerir novas postagens comentando no blog ou enviando um e·mail para dentrodobalaio@ufv.br.
